quinta-feira, 30 de abril de 2009

O que é o amor?

Um sentimento que nos uni a alguém? Só isso? Não sei. As vezes amar é uma coisa que dói. Há momentos em que amar causa medo. O medo daquilo que somos capazes de ser em nome deste amor. Ou aquilo que acabamos fazendo por este amor.

Amar deveria ser simplesmente compartilhar. Mas não é.

Amar é mais que isso. Amar...

Levei grande parte da minha infância acompanhando meus pais e seu amor, ou o que eu acreditava ser amor. Flores, bombons, música, dança, casa sempre visitada por parentes e amigos, as mãos entrelaçadas diante da tv. O evento particular que eles faziam uma vez por mês (secretíssimo...), que no dia seguinte resultava em balas e bombons que eu ganhava e comia feliz, enquanto eles passavam o dia com ar de felicidade. Assisti o fim deste amor também. Com uma discussão banal e meu pai indo embora pra nunca mais voltar. Nunca mais mesmo. Só fui vê-lo novamente, durinho no caixão. Amor?

Durante muito tempo me perguntei por que o amor acaba. Nunca encontrei resposta. Porque amor, não acaba. Atração acaba. Conveniência sim. Sonhos são substituídos. Mas amor? Não acaba, se acabasse deixaríamos de amar nossos pais quando saímos da casa deles. Deixaríamos de amor nossos irmãos quando discutimos. Deixaríamos de amar nossos avós e nem teríamos lembranças de lugares que fomos com eles e que nunca são iguais sem eles.

Verdadeiramente amor não acaba.

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