quinta-feira, 17 de setembro de 2009


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de
"foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a auto-estima, torna uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta.
"Não quer sair comigo? Então foda-se!".
"Vai querer decidir essa merda sozinho(a)mesmo?
Então foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e
genuínos sentimentos.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta
que pariu", ou seu correto "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!", falados assim
cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim
te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima
para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido
troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"?

E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!".
Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando,
passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e
solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!".
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a
camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um
delicioso sorriso de vitória e renovado amor- íntimo nos lábios.

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